Análise Heavy Rain

Bom, primeira análise do blog, enrolei bastante pra fazer, preferi terminar algum game que realmente valesse a pena escrever, e bom, encontrei com uma agradável surpresa. Heavy Rain, exclusivo para PS3, da Quantic Dreams, praticamente um Thriller de suspense, um filme interativo digno de oscar e um com certeza um must play para todos os donos de um PS3.

Heavy Rain foi exibido pela primeira vez em 2006, quando o PS3 nem havia sido lançado, foi um dos jogos que demostrariam o poder do console. Porém, seu desenvolvimento acabou atrasando, sendo lançado apenas no começo de 2010, 3 anos depois do lançamento do console e muita coisa mudou de lá pra cá no jogo. É um jogo tenso, onde controlamos 4 personagens que vão interagindo entre si, mesmo que de forma indireta, muitas das decisões que tomamos durante o jogo, pode mudar eventos futuros, e consequentemente alterar o desfecho da trama.

Com o lançamento do Playstation Move, foi lançada uma atualização para o jogo para usar o novo controlador, e o que já era bom, ficou ainda melhor, nesta análise, irei descrever o jogo com este funcionamento, ignorando o esquema de usar apenas o dualshock para controlar o jogo.

Enredo Cinematográfico

Como dito anteriormente, controlamos 4 personagens cujos caminhos se cruzam de acordo com decisões que tomamos, os personagens podem morrer ou serem presos, e com isso muda completamente o desfecho da trama, porém o jogo continua com os outros personagens até o final. Cada personagem tem sua história e um motivo para estar ali, uns mais profundos que os outros, mas todos com grande importância.

Podemos citar Ethan Mars como personagem principal, pois tudo roda em seu redor. Ethan tinha uma vida boa, morava numa bela casa com sua esposa, tinha dois filhos e trabalhava como arquiteto. Porém no aniversário de 10 anos de seu filho mais velho, Jason, sua vida mudou completamente após um acidente, e após isso, o jogo fica literalmente nublado, um ano depois disso, chega o chuvoso outono. Ethan começa a sofrer certos distúrbios mentais, perdendo completamente a consciência e acordando na rua, debaixo da chuva e com um origami na mão. Uma das vezes que isso acontece, acaba perdendo seu outro filho de vista, que acabou sendo vítima de um assassino em série chamado de Origami Killer, cujas características é matar crianças prendendo-as em poços d’agua até se afogarem, após isso, ele coloca um origami na mão da criança e uma orquídea no peito.

Ethan recebe uma caixa com alguns itens, entre eles algumas figuras de origami, que quando são abertas revelam dicas do paradeiro da criança, porém para conseguir o endereço completo, é preciso passar por algumas provas de sacrifício, chegam chegam a ser extremamente tensas, como andar numa tubulação com cacos de vidro e até mesmo cortar a ponta de um dos dedos.

O final da trama depende das decisões do jogador e do sucesso de executar com perfeição os comandos que aparecem na tela com o Move, caso erre algo, não tem como voltar e tentar novamente, o jogo continua, porém os eventos futuros serão outros. Não posso entrar em mais detalhes, pois spoilers para esse jogo são um verdadeiro crime.

O jogo possui 5 finais principais, mas com suas variações, podem chegar até a 17 finais, o jogador provavelmente irá querer jogar mais de uma vez para tentar todas as possibilidades.

Jogabilidade com o Move

O toque do Move deixou o jogo muito mais interativo (Master of Obvious), comandos precisam ser executados de acordo com ícones que aparecem na tela. Quando passamos perto de algo que possa ser interagido, surge um ícone que indica o movimento que deve ser feito, pode ser apenas apontar para alguma direção, ou deixar o Move na vertical ou horizontal e mover na direção indicada, por exemplo, se é preciso agachar para pegar algo no chão, deixamos o controle na vertical, e movemos para baixo, depois surge outro ícone onde devemos apontar para baixo para pegar o item, apontar para cima para trazer o braço de volta e novamente colocar na vertical para ficar em pé.

A esfera na ponta do Move fica sempre azul quando não está sendo feito nenhum comendo, quando surge o ícone, devemos apertar o botão T e a esfera ficará vermelha, ficará novamente azul se você errar ou fizer o comando com sucesso. Algumas ações não permitem que seja tentada uma segunda vez, por isso é preciso atenção, como em momentos de luta, qualquer erro pode ser fatal.

Mas nem tudo são flores, tive alguns problemas com o jogo, em alguns casos os ícones não apareciam, por exemplo, em um capítulo, tinha que ir na frente de uma porta e tocar a campainha, o ícone não aparecia, tive que sair do jogo e ir denovo lá, daí sim apareceu. Em outros casos, o jogo simplesmente travava sendo necessário reiniciar o PS3.

Outro ponto na minha opinião negativo, as vezes é a seqüencia de botões a serem apertados com o Move para certas ações, as vezes temos que apertar e manter pressionados os botões na ordem que aparecem na tela, uma combinação comum é primeiro triângulo, depois quadrado, em seguida o botão move, e pra finalizar o L2, ou seja no move é preciso apertar 3 botões que é impossível de se fazer com uma mão só, logo ou você tem 3 braços ou se contorce todo pra apertar o L2 no outro controle. Isso deveria ter sido melhor pensado.

Gráficos

O jogo é belo, ponto.

Começa com cores vivas, na casa de Ethan com sua família, um belo jardim verde, casa com móveis modernos e novos… Mas essa vista dura pouco, e já logo após do prólogo, somos apresentados à verdadeira ambientação que nos acompanhará pelo restante do jogo.

Um clima pesado, triste, nebuloso, de chuva intenta, daí o título do jogo. Inclusive, a chuva faz parte do enredo, pois o assassino sempre faz suas vítimas no outuno, época de grandes chuvas.

Graficamente o jogo é belo, os efeitos da chuva são bem reais, o jogo tem vida, e tem um nível de naturalidade bem grande, tudo no cenário é bem reproduzido, cada detalhe. Evidentemente, não há um grande nível de interação, você interage apenas com o que deve ser interagido, mas mesmo assim, tudo é muito bem detalhado, também pudera, devido ao longo tempo de produção.

Os personagens também são muito bem modelados, é incrível o nível de detalhes quanto à marcas nos rostos, rugas, pelos, etc. Porém, nem tudo é perfeito, a cor da pele em alguns momentos, principalmente nas telas de loadings (que por sinal são bem demoradas as vezes) é meio plastificado, mas isso é um mal que assola boa parte dos games.

Som

O som é algo que faz parte constante do jogo e ajuda muito no clima das cenas, como deve ser, em momentos tensos, ela fica de forma dramática a ponto de aumentar ainda mais a tensão, algo digno de um filme de suspense, como tem que ser.

As músicas são em sua maioria apenas melodias, mas estão lá sempre de acordo com a cena, representando de forma excepcional o momento do jogo.

Resumindo…

Se algumas pessoas dizem que jogos podem ser considerados obras de arte, Heavy Rain é um belo exemplo de que a afirmação é verdadeira. É um “Must Have” para qualquer dono de PS3 e merece ser jogado. Um jogo extremamente bem elaborado, com uma história envolvente em que várias vezes vê se pegara pulando do sofá com o Move em mãos em partes tensas para acertar os movimentos para que nenhum personagem morra e possa salvar a vida do menino.

[easyreview title=”Heavy Rain” cat1title=”Enredo” cat1detail=”É o grande ponto do jogo, te prende o tempo todo e faz querer ir até o final para saber quem está por trás de tudo e poder salvar o menino a tempo” cat1rating=”5″ cat2title=”Som” cat2detail=”Está presente e cumpre seu papel durante o jogo todo, formado por melodias que variam de acordo com a tensão do jogo, ajudam a manter o clima, mas vezes a cena é tão tensa que acaba passando despercebido.” cat2rating=”3.5″ cat3title=”Jogabilidade” cat3detail=”Ja era bem legal seguindo o estilode Indigo Prophecy para PS2, com o Move ficou infinitamente melhor dando uma interação com jogador enorme e aumentando o desafio, uma pena que algumas falhas de programação possam prejudicar um pouco a experiência.” cat3rating=”4″ summary=”É sem dúvida um dos jogos mais envolventes desta geração e merece ser jogado.”]

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Venão

Gamer que começou com um Master System e passou por todas as gerações após isso. Podcaster, Youtuber e Web Developer.

  • MayogaX

    Você devia ter me explicado como queria que eu fizesse uma análise. Lembra que eu já fiz uma? Do Cooking Mama? Jogo simples e casual, mas era uma análise. #mimimi

  • venom com preguiça de logar

    ah te falei q vc pode fazer do jeito q vc quiser, não precisa se preocupar com isso, não é pra ser um site referencia grande de jogos, eu queria mais era montar um lugar onde falamos sobre jogos e outras coisas q gostamos abertamente