// O corpo do texto deve ficar no lugar deste comentário. //
Análise: Sonic Generations | HardLevel

E lá se passaram 20 anos desde que a Sega aposentou Alex Kidd por um personagem mais carismático para concorrer com o Mario da Nintendo. Um pequeno ouriço azul, baixinho, barrigudo e veloz.

Foram os anos de ouro da Sega, lançado originalmente para Master System e Mega Drive, eram jogos bem bolados, com fases em 2 com mais de um caminho possível para chegar ao fim onde correr feito um animal não era o suficiente.

Ao contrário dos últimos jogos, onde temos um Sonic magrelo e mais rápido ainda, exageradamente rápido, em jogos onde basta apertar pra frente e um outro botão que ele irá correr como se não houvesse amanhã e arrebentar com o que tiver na frente, ainda tem aquela parada de caminhos alternativos, mas tudo ficou mais fácil, sem graça ainda mais com aquele Homming Attack, praticamente teleguiado para o inimigo mais próximo. Some isso a bugs irritantes e teremos a pior fase do mascote na era pós Dreamcast. Ou seja, até Sonic Adventure 2, tinhamos um jogo em 3D aceitável, depois disso, só fiasco, salvo Sonic Colors.

Daí chega Sonic Generations, com a promessa de resgatar o tempo de ouro do ouriço mesclando o que há de melhor nas duas eras, ou seja, as melhores fases dos jogos nesses 20 anos de história refeitas e adaptadas de duas formas. As fases continuam com o esquema de terem dois atos, a diferença agora é que um ato será com o Sonic tradicional, gordinho e sem as frescuras atuais, em 2D e o segundo ato será em 3D como os últimos jogos.

As partes em 2D são diferentes do que foi visto em Sonic 4, para alegria dos fãs que ficaram decepcionados, a física é igual a de antigamente, tudo igual, lembra muito aquele demo feito por fãs na época que Sonic 4 saiu. Os gráficos das fases também ficaram melhores e ricos em detalhes, chega até a atrapalhar as vezes de tanta coisa na tela, há vida no cenário, muito bonito mesmo, tudo que havia que jogos clássicos está ali, os inimigos antigos, a plaquinha de fim de fase, tudo. É uma sensação de nostalgia que só quem viveu quando o primeiro jogo foi lançado vai entender.

Quando passamos para a parte em 3D, podemos observar dois momentos, um em que fases clássicas foram adaptadas para o 3D, como Green Hill, e fases de Sonic 3 e 3, ficaram muito bacanas, outro momento são as fases já da era em 3D recriadas, melhoradas, que diferente de jogos antes de Unleashed, agora tem alguns momentos em 2D no estilo de Sonic 4, mas também melhorado. Uma coisa que nunca gostei nos jogos em 3D é que são ridiculamente fáceis e bugados, bastava correr e pronto, aqui isso não mudou muito, mas existem momentos em que apenas correr não é o suficiente, é preciso passar por inimigos, obstáculos, e mesmo quando estamos correndo, é necessário prestar atenção no que vem a frente e desviar a tempo, uma vez que o Sonic moderno é bem mais rápido que o gordinho antigo.

A trama é extremamente simples e explica de forma chula a forma que os dois personagens se encontram. Basicamente na festa de aniversário do Sonic moderno surge um buraco negro no céu e sai o monstro Time Eater, que sequestra todos os amigos do ouriço que parte em busca deles. Logo nos vemos em uma fase toda branca, estranha, onde podemos ver as fases e escolher em qual delas queremos ir, aparecem de 3 em 3, não há uma ordem para serem passadas, quando passamos os 2 atos de cada uma das 3, surgem alguns portais que levam às fases já visitadas mas estabelecendo alguns objetivos a serem cumpridos, coisas simples, só pra tentar aumentar a vida útil do jogo, que é extremamente curto, quando se completa um desses desafios para cada fase, se consegue uma chave, com 3 delas se libera uma fase para um boss.

Falando em boss, ao invés de termos um para cada fase como sempre foi, temos agora um por “mundo”, ou seja, a cada 3 fases, se libera um, são chefes clássicos, como o robozão de Sonic 2 e o perfect Chaos de Sonic Adventure. Com um total de 4 chefes. Nenhum deles absurdamente difícil, uma dificuldade digamos que moderada, talvez o mais difícil deles seja o primeiro, pelo menos na minha opinião.

Outro ponto interessante, é que as características diferenciadas não ficam só entre os personagens, como revisitamos algumas fases de diversos jogos distintos, existem algumas características destes jogos, como a fase Planet Wisp, o Sonic clássico pode se transformar em uma bola de espinho rosada capaz de andar nas paredes e o Sonic moderno em um foguete laranja, características presentes em Sonic Colors por exemplo.

Foi uma sacada legal colocar os dois personagens de tempos diferentes num jogo só, o estilo 2D deste jogo era algo que deveria estar no Sonic 4, mas de acordo com o enredo do jogo, é algo que dificilmente veremos novamente, pelo menos num mesmo jogo, quem sabe a Sega não aprenda algo com este sucesso e faça algo de bom com isso em Sonic 4 Episode Two.

Enfim temos um jogo que resgata a reputação do ouriço velocista da Sega, reputação esta que fora manchada pelos últimos jogos em 3D. Resta agora torcer que os erros do passado fiquem no passado e que jogos melhores venham. Sonic Generations é recomendado para todos os jogadores, desde os da era antiga até os recentes que não tiveram a oportunidade de jogar um jogo decente do personagem.

O jogo já está disponível para PC, PS3, Xbox 360 e há uma versão adaptada para Nintendo 3DS.

 

 

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Author Venão
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