Análise: Marvel vs Capcom 3

Finalmente MvC3 está entre nós, trazendo a série crossover de maior sucesso de todos os tempos de volta quase 10 anos depois de MvC2.

Que a Capcom adora fazer crossovers todo mundo sabe, e que algumas tenta copiar, também, mas é fato, quando se trata de jogo de luta a Capcom manja. Após quase 10 anos do último jogo, um anuncio de que iria ser relançado MvC2 para PS3 e Xbox 360 em suas lojas virtuais, fez com que um rumor de que um terceiro jogo estaria a caminho, muito se deve isso aos constantes pedidos dos fãs, que acabou sendo atendido.

Foi quase um ano de tortura, revelando personagens aos poucos e vídeos que mostrava parte da trama, até que finalmente chegou, em sua essência é basicamente o mesmo jogo, rápido com lutas 3 x3 e extremamente exagerado, mas em sua mecânica, pouco tem a ver com os anteriores. Na verdade, tá mais pra Tatsunoko vs Capcom do Wii.

O que mudou?

O primeiro MvC tinha 6 botões, chutes e socos fracos, médios e fortes, e só, basicamente igual Street Fighter, uma certa dificuldade em se fazer os combos fuderosos no ar com 300 mil hits e etc… Tinha um sistema 2 x 2 igual aos outros crossovers anteriores e personagens um pouco mais diversificados por parte da Capcom, uma vez que não carregava apenas “Street Fighter” no nome, com isso tinhamos Roll, Megaman, Capitão Commando e etc… foi um ótimo jogo.

Depois tivemos a sequência mais ou menos 4 anos depois, trazia TODOS os personagens de TODOS os jogos anteriores e mais alguns novos incluindo um chefão original totalizando 56 personagens. A jogabilidade havia sido simplificada, de 6 botões, agora tinhamos 4, apenas fraco e forte, e não mais em duplas, agora eram trios. Ótimo jogo, sem enredo, mas pelo menos em questão de conteúdo, era o mínimo que esperávamos de uma sequência de peso.

Agora temos MvC3, com bem menos personagens que o anterior, porém foi o que mais diversificou, trazendo personagens das mais diversas franquias com vários estreiantes como Arthur, Amaterasu, Dante, etc… Foi o que mais diversificou nos personagens, porém muitos ao meu ponto de vista dispensáveis e chatos de se jogar, personagens que não combinam, como no caso de justamente o Arthur e Viewtiful Joe, que são personagens mais caricatos.

A jogabilidade mudou drásticamente, herdando um pouco de Tatsunoko vs Capcom, onde tinhamos apenas 3 botões de ataque, fraco, médio e forte, se era chute ou soco, dependeria do personagem e da ocasião. Por exemplo com Ryu, se estivermos agachados e apertamos o ataque forte, sai uma rasteira, se ele estiver de pé, um gancho. Além disso foi adicionado um botão especial, que não serve pra dar especial, serve basicamente para ser usado combinado com movimentos ou botões para golpes mais fortes ou então para mandar o personagem para o ar e realizar um Aerial Combo, já conhecido da série, mas a diferença, é que agora está muito mais fácil de se fazer.

Podemos facilmente mandar o inimigo pro ar, apertar pra cima dar alguns golpes, apertar para alguma direção e o botão especial novamente, o que irá mandar outro personagem para terminar o combo, podemos ainda fazer isso mais uma vez, bater mais um pouco e finalizar com um especial, se este personagem tiver algum que seja feito no ar, o resultado disso é devastador.

Resumindo, o jogo está muito mais fácil de se jogar, o que não irá assustar jogadores novatos.

Geração nova, cara nova

A nova geração fez bem ao jogo, que agora conta com gráficos de ponta e cartunescos ao melhor estilo das HQs aposentando aquelas sprites serrilhadas de outrora. O estilo lembra um pouco o de Street Fighter IV, mas com um desenho e cores mais fortes, como personagens de HQ têm que ser. Os personagens que vieram das séries anteriores, como Wolverine por exemplo, receberam atualizações no visual, e vieram pro pau com os uniformes novos usados atualmente em seus universos de origem.

Os efeitos especiais são um show a parte, num estilo meio que 3D com transparência, algo de se encher os olhos, principalmente em especiais triplos que enchem a tela toda. Se você tiver epilepsia, fique longe desse jogo, sério.

Enredo raso, mas melhor do que nada

O enredo tem falhas e é raso, mas é melhor que nada como foi MvC 2. Basicamente Wesker e Dr Doom querem dominar a porra toda em seus mundos, e resolveram fazer uma aliança, mas quem conhece os personagens, sabe muito bem que não se pode confiar muito bem neles. Daí reuniram alguns dos piores violões dos dois mundos para ajudar na conquista, Dr Doom quer fazer dominação mundia utópica, enquanto Wesker quer forçar uma evolução da espécie humana com seus vírus. Mas não contavam com a chegada de Galactus, quer acabar com porra toda dominando os dois mundos e fazendo estes vilões de araustos prateados.

Parece ser um enredo bacana, mas há falhas, se são dois mundos, como os personagens dos dois aparecem em um só? O que causou isso? Não era melhor deixar subentendido que era um universo só e que os personagens se encontraram para derrotar a ameaça?

E por fim, os finais, PQP… os finais… mais uma vez, melhor do que nada, mas porra… disperdiçar um bluray dupla camada de 50 gbs com finais com dois frames estáticos é de matar… E ainda finaiszinhos bobos que não contam nada a respeito de como o enredo da trama toda alterou a vida do personagem no final do jogo. Isso foi deveras lamentável Capcom… e eu achando que você tinha aprendido com Street Fighter IV…

Resumindo, é um ótimo jogo e traz uma série poderosa de volta, com certeza um “must have” para qualquer fã de jogo de luta. Amigável para novatos e fácil para os veteranos, pode agradar gregos e troianos, mas também aborrecer quem prefere o estilo tradicional de botões. Marvel Vs Capcom 3 veio para ser um divisor de águas no gênero.

Agora é torcer para Capcom voltar atrás e lançar mais personagens por DLC e deixar de ser mercenária lançando novas versões “Super” em disco ¬¬

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Venão

Gamer que começou com um Master System e passou por todas as gerações após isso. Podcaster, Youtuber e Web Developer.

  • UrubuGonzales

    Tá aí algo que a Capcom precisa atentar um pouco mais… Os finais de seus jogos de luta.